domingo, 8 de fevereiro de 2015

A paixão será sempre um sentimento triste porque estará sempre ligada a uma possível perda e ausência

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O amor: um desses hiatos inimagináveis que a vida faz questão de cavar
Ontem eu vesti meu manto de coragem e jamais me despirei dos meu sonhos

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ele parecia meio doidinho, daqueles que pedem apressadamente a bebida para o garçom, pergunta com os olhos levemente arregalados o que você vai querer e batuca a música ambiente no tampo inferior da mesa. Divertia-me internamente com suas peripécias, tanto que deixei escapar um sorriso fechado, daqueles dissimulados e meia boca. Ele olhou pra mim, curioso, com um sorriso franco e jovial, desses arrebatadores: "Que foi?".

Foi aí que a magia aconteceu. Quando eu vi, já estava em um plano superior.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

eu não faço crítica de filmes, livros ou política. Eu faço crítica dos meus próprios sentimentos

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Imagino-te com aquela calma redundante do tamanho de um sonho de uma vida. À moda da pachorra de Dona Benta. Não sei se isso soará engraçado ou romântico. Que seja.
Agora está mais do que na hora de lutar com unhas e garras pelo que eu conquistei. Mas me pergunto se tudo até aqui não foi em vão.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Energizou-me e perguntou se eu estava vendo o mundo diferente, sob um novo prisma. Eu disse que não, que tudo me parecia o mesmo. Mas agora percebi que tudo mudou e eu já não enxergo a vida da mesma forma. O mundo se ampliou e tudo parece um filme.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Vou lhes confessar: se tinha algo ao qual eu me agarrava, eram as palavras. Infância insólita, de pouco pão e muita fé. As palavras foram herança, mas a fé? Sei não. Um cadinho de oração no fim da noite foi o suficiente para desencadear uma combustão de crença maior que uma fogueira de São João.

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Existem momentos na vida nos quais você tem certeza que nunca mais viverá igual. Uma vez um professor me disse: “só me apaixonei de verdade umas duas vezes. Eu chorava, me descabelava atrás daquela mulher”. Acho que o mesmo ocorreu comigo. Não há nada mais cósmico e exato que ocorreu nos últimos meses e a avalanche que irrompeu nos meus sentimentos e tem conseqüências até os dias atuais.
Registro aqui para a posteridade, mesmo que eu me arrependa amargamente do que escrevo.

É um deleite ter o meu coração despedaçado por ti

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

9 no meio

Recuperando-me ainda da miscelânia de sensações que têm sido os últimos meses. De grandes revelações. Você disse coisas que eu mais temia. E eu te mostrei o meu pior lado. Acho que estamos fadados a nos enxergar pelo pior prisma. E sempre vai ser difícil, sempre. A culpa é do 9 atravessado no meio da minha sina. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quero que me vejas inteiramente. Enxergue a minha alma chagásica e o meu corpo tão maculado quanto. 
É na escrita que me liberto. É na arte que me liberto.
" Iniciei mil vezes o diálogo. Não há jeito.Tenho me fatigado tanto todos os dias vestindo, despindo e arrastando amor, infância, sóis e sombras".
( Hilda Hilst)
A arte pulsa, pula, pulula dentro. Toma cada partícula do ser. É o mais genuíno dos alentos. Soa como acalanto. O maior dos dons e o mais inegável legado. A criatura testando e sendo criador
Sabe o que é lindo? Ver as pessoas entregue à sorte dos sentimentos e das emoções pra fazer brotar uma ideia, uma mensagem. Relacionar-se e partirem em busca de um mergulho interno a fim da concretização de um conceito.
Se tu quiseres, te faço carinho, geléia e poesia.
Dizem que a felicidade não é algo deste mundo. Mas quando se sente lampejos de objeto semelhante ( assim a digo porque é nosso maior foco de busca), é mister um registro. Então, que fique registrado. Toda a gratidão pelos sentidos, por todas as experiências, pelo encanto, por estar viva simplesmente.
Tudo é tão precioso.
Do amanhã, sei não. A certeza é prima distante que não se conhece.
Permite que eu seja dos meus sonhos escultora
Escritora do destino meu
Amor à minha pintura
Atriz na certeza da paz
Fotógrafa do meu bem-querer
Artista da vida
- Vitória de pés no chão, cabelos ao vento e pensamentos no Céu -
Ela preferia os silêncios cheios às palavras vazias. Vivia com os olhos marejados, como se estivesse acabado de nascer, sempre encantada com a vida ao seu redor. Olhos de mar que refletiam o mar que uma miríade de vezes transbordou seus sentidos.
E verás tu estampado no meu sorriso uma vitória maior que a minha paixão, amor e mundo. Uma vitória genuína, que representa o viço recuperado após uma guerra desigual, sangrenta, digna e divina.
- Vitória de pés no chão, cabelos ao vento e pensamentos no Céu -

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Discípula de Platão


Fico aqui, imaginando, como seríamos, nós dois, conversando sobre os filmes, peças, acordes, viagens, besteiras feitas, das pequenas coisas, rindo como crianças das belas sutilezas da vida.Você me ensinando tudo que eu ainda não sei, com a sua sabedoria de quem está no mundo há mais tempo.

Por que nós dois somos tão parecidos? Eu vejo em você coisas minhas. Isso só complica tudo. Eu complico muita coisa. Eu permito que os meus fantasmas compliquem tudo. Eu queria conhecer você melhor, me decepcionar se fosse preciso, mas não deixar esse afã morrer, esse ímpeto emocional que me prende a você. Foda-se os outros, a diferença de idade, de condição social, a distância que nos separa, a etnia, tudo, tudo. Tenho a impressão de que se eu não tentar, uma parte de mim é que morre.


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Às vezes, tenho a impressão que a verdadeira liberdade não existe. Sempre precisamos nos apegar a algo para nos sentirmos plenos. Faço uma modalidade diferenciada de teatro, mais voltado para exploração das inquietações internas e provavelmente terei que parar por limitações financeiras e já sinto falta. Era tudo o que eu precisava quando eu iniciei. Apeguei-me demais. Lá eu cresci e sofri catarses que eu nunca tinha me permitido experimentar antes. Vai ser difícil sair. 

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Eu quero gritar ao mundo tudo o que eu sinto, a explosão que silencia aqui dentro, a evolução a passos largos, o universo interior que dança na chuva. Mas é melhor deixar quieto.