domingo, 8 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Ele parecia meio doidinho, daqueles que pedem apressadamente a bebida para o garçom, pergunta com os olhos levemente arregalados o que você vai querer e batuca a música ambiente no tampo inferior da mesa. Divertia-me internamente com suas peripécias, tanto que deixei escapar um sorriso fechado, daqueles dissimulados e meia boca. Ele olhou pra mim, curioso, com um sorriso franco e jovial, desses arrebatadores: "Que foi?".
Foi aí que a magia aconteceu. Quando eu vi, já estava em um plano superior.
Foi aí que a magia aconteceu. Quando eu vi, já estava em um plano superior.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
sábado, 6 de dezembro de 2014
Vou
lhes confessar: se tinha algo ao qual eu me agarrava, eram as palavras. Infância
insólita, de pouco pão e muita fé. As palavras foram herança, mas a fé? Sei
não. Um cadinho de oração no fim da noite foi o suficiente para desencadear uma
combustão de crença maior que uma fogueira de São João.
----
Existem momentos na vida nos quais você tem
certeza que nunca mais viverá igual. Uma vez um professor me disse:
“só me apaixonei de verdade umas duas vezes. Eu chorava, me descabelava atrás daquela
mulher”. Acho que o mesmo ocorreu comigo. Não há nada mais cósmico e exato que ocorreu
nos últimos meses e a avalanche que irrompeu nos meus sentimentos e tem conseqüências
até os dias atuais.
Registro aqui para a posteridade, mesmo que eu me
arrependa amargamente do que escrevo.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
9 no meio
Recuperando-me ainda da
miscelânia de sensações que têm sido os últimos meses. De grandes revelações.
Você disse coisas que eu mais temia. E eu te mostrei o meu pior lado. Acho que
estamos fadados a nos enxergar pelo pior prisma. E sempre vai ser difícil,
sempre. A culpa é do 9 atravessado no meio da minha sina.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Dizem que a felicidade não é algo deste mundo. Mas quando se sente lampejos de objeto semelhante ( assim a digo porque é nosso maior foco de busca), é mister um registro. Então, que fique registrado. Toda a gratidão pelos sentidos, por todas as experiências, pelo encanto, por estar viva simplesmente.
Tudo é tão precioso.
Do amanhã, sei não. A certeza é prima distante que não se conhece.
Tudo é tão precioso.
Do amanhã, sei não. A certeza é prima distante que não se conhece.
Marcadores:
Comemoração,
Frescurites,
Lirismo
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Discípula de Platão
Por que nós dois somos tão parecidos? Eu vejo em você coisas minhas. Isso só complica tudo. Eu complico muita coisa. Eu permito que os meus fantasmas compliquem tudo. Eu queria conhecer você melhor, me decepcionar se fosse preciso, mas não deixar esse afã morrer, esse ímpeto emocional que me prende a você. Foda-se os outros, a diferença de idade, de condição social, a distância que nos separa, a etnia, tudo, tudo. Tenho a impressão de que se eu não tentar, uma parte de mim é que morre.
.......
Às vezes, tenho a impressão que a verdadeira liberdade não existe. Sempre precisamos nos apegar a algo para nos sentirmos plenos. Faço uma modalidade diferenciada de teatro, mais voltado para exploração das inquietações internas e provavelmente terei que parar por limitações financeiras e já sinto falta. Era tudo o que eu precisava quando eu iniciei. Apeguei-me demais. Lá eu cresci e sofri catarses que eu nunca tinha me permitido experimentar antes. Vai ser difícil sair.
.....
Eu quero gritar ao mundo tudo o que eu sinto, a explosão que silencia aqui dentro, a evolução a passos largos, o universo interior que dança na chuva. Mas é melhor deixar quieto.
Assinar:
Postagens (Atom)


