sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Escolha o título.A confusão é tanta que desisti.

Lavo minhas mãos, e melhor, minha consciência. Depois do que saiu da boca da recém-eleita presidente do país, fico cada vez mais feliz com minha decisão de ter anulado o voto no segundo turno.
Dilma afirmou que a educação nacional vai muito bem e não encontra motivos para investimentos significativos nesse campo no seu próximo governo. Sua atenção estará voltada para questões como segurança, saúde e comprometimento, ops, crescimento.
Como já era de se esperar, garantirá a população mais desprivilegiada o pão de cada dia por meio da tão fomigerada bolsa miséria, quer dizer, famigerada bolsa família.
É incrível como muita gente deve concordar com ela em relação aos pontos nos quais o seu futuro mandato deve focar. Para que estudar se todo mês eu tenho um dinheiro facinho, cujo esforço para conseguí-lo não foi trabalhar fora, mas em casa, na cama, pois como todos sabem, a esmola conseguida pela via pública é proporcional a quantidade da prole gerada? Conseqüentemente, garantir-se-á os eleitores para a próxima eleição.
Ouvir um absurdo desses é uma ofensa aos ouvidos de qualquer cidadão que luta por um futuro melhor para si, sua família e para o país, mesmo que seja apenas tentando cumprir os estudos dirigidos de Histologia ou emitindo suas opiniões a respeito das coisas na blogosfera, como eu faço.
Eu sei que às vezes, é preciso muito mais do que isso (ou quase sempre), ir para rua, tocar o rebu, botar a boca no trombone, e votar certinho, não é mesmo pessoal?Só complica um pouco quando a gente não tem muito em quem votar, quer dizer, até tem, mas no final da contas dá no mesmo.
A frase de Roussef que define o Brasil com uma educação pra lá de boa é totalmente solapada com o exemplo do ENEM 2010. Todo mundo sabe a bandeira sem tamanho que o INEP deu, mais uma vez, esse ano. Antes da prova, tensão devido a quantidade de questões, local de prova dos candidatos, e, em cima da hora, à proibição do INEP em relação ao uso de qualquer tipo de material escolar que não fosse caneta esferográfica. No decorrer, questões faltando e repetidas, ordem das opções da folha de respostas trocadas, mais tensão. Após a prova, desespero em relação aos resultados, insatisfação no modo como a prova foi organizada e dirigida, revolta por parte de vários setores sociais, brigas judiciais para que a justiça seja feita em novo velho oeste chamado Brasil, e tensão novamente. Por fim, o ENEM continuou valendo.
E não é só isso. Ouvi dizer a respeito de um projeto de um célebre senador em vigorar esperanto nas grades curriculares das escolas nacionais. Tudo bem se a língua for encarada como uma matéria facultativa, agora, se for obrigatória só potencializará a evasão escolar que não é pouca. Seria realmente um sonho pensar em um idioma internacional sintético desvinculado do hegemonismo lingüístico anglo-saxão. Porém, existe um pequeno grande detalhe que faz toda a diferença: estamos no Brasil. Ainda, deve-se admitir a possibilidade de que seria uma perca de tempo e verba. A meninada já é notadamente desinteressada pela língua materna, imagina uma que é inventada.
 Mas sorte dela foi que proferiu essa piadinha sem graça antes do fracasso do ENEM desse ano, cuja repercussão foi bem grande. Se fosse depois, ela não teria ainda mais argumentos.
Depois dessas e outras, se eu fosse a futura “presidenta” ficaria caladinha da próxima vez quando alguém perguntasse a respeito da educação de nosso país.Se não quer gastar  nenhum esforço para alavancar a área educacional do país, péssimo, mas pelo menos não destile disparates em cima de nós.Não somos trouxas (ou somos?).
Finalizando, só queria pedir que vocês escolham o título ao seu gosto.Como pronunciei antes do post, a confusão é tanta que desisti.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Choque

Olha, esse mundo tá mesmo uma droga...
Quando pensei que havia mais do que duas ou três pessoas das quais devia me orgulhar em conhecer, tudo muda, falam algo, escrevem algo, ou sisplesmente não o fazem e aí eu repenso em rever meus conceitos.
Acabei de saber de um blogueiro cujo blog estimo muito que foi plageado.Que horror!
Se não tem nada para dizer ao mundo, simplesmente recolha-se à sua "descriatividade"...tem gente que precisa estar em destaque sempre, nem que seja passando a perna nos outros!Acho válido basear-se em uma idéia ou outra, mas copiar na cara de pau é dose!
E pior quando é o contrário:há aqueles que se acham importante o suficiente para os outros os copiarem descaradamente.Acusam os outros indiscriminadamente sem nem saberem a real situação.
Esses são tempos difíceis...

sábado, 31 de julho de 2010

Por que tudo é tão difícil?

Não pense que a igualdade para todos é algo que pode ser alcançado. Não mesmo. A exclusão é algo que sempre existirá justamente porque necessita ser mantida.
Para que uns desfrutem de conforto, é necessário que outros cortem um dobrado. Nada melhor do que a globalização para ratificar isso que afirmo:os ricos cada vez ficam mais ricos, e os pobres, bom, já se sabe, né?
Não era exatamente aludindo à péssima divisão de riquezas reinante no mundo que eu queria falar. Interesso-me em discursar sobre como é difícil nessa vida lutar para mudar a situação ruim que geralmente é a existente e quase fossilizada.
Assistia ao filme Última Parada 174, responsável por surtir em mim a já citada questão. Sandro, protagonista, luta até o fim para dar um rumo a sua vida, é claro, que nem sempre de da maneira mais correta, mas tenta retomar algum laço de amizade, amor, mas sempre é surpreendido por algum infortúnio. Desde o assassinato da sua mãe até a sua morte por asfixia praticada por policiais militares, ele passou por uma série de etapas dolorosas, tal qual a Chacina da Candelária, sendo um sobrevivente. Talvez, se não fosse a falta de solidariedade por parte de seus tios, que o receberam com má vontade e insensibilidade em sua casa, ele não tivesse fugido e virado um marginal. Interessante que o filme sempre demonstra a sua capacidade de ele ser bondoso com o próximo mesmo quando as circunstâncias indicam para não ser.
Devaneio sobre a potência homérica das pessoas em menosprezar, amolar, tachar, extorquir, humilhar, agredir outrem. Sandro tentou agarrar como pode as bordas do precipício, mas infelizmente a gravidade foi mais forte. Se mais mãos tivessem o puxado ao invés de ajudá-lo a empurrar, possivelmente tudo teria sido diferente.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sobre mulheres e violência - Parte 1

Ser mulher, atualmente, no Brasil é risco de vida. Basta olhar o jornal, os noticiários da TV, as informações do rádio. Assim como afirmam psicólogos e estudiosos dos fenômenos violentos que acometem o sexo feminino, eles podem ser irremediáveis a ponto de fazer o objeto da ação perder o senso de dignidade e achar que o mundo não possui mais espaço para si.
Sofri algumas violências físicas, psicológicas, de cunho étnico e de cunho socioeconômico. Vi mulheres que amava e tinha como parâmetro para o meu carácter sofrerem do mesmo mal. Não é necessário que uma cena de estupro, por exemplo, seja materializada para ser considerada violência ou até, mesmo graves espancamentos. Ofensas, xingamentos, socos, injúrias, calúnias também se enquadram na categoria. Mas é a aí que reside o problema. Geralmente, não se sabe definir o que pode ou não ser denunciado. O que deve ou não. “Foi só uma briguinha de marido e mulher.Com alguns palavrões.Depois passa.”A partir daí, só piora: “Ah, vai me dizer que seu marido nunca te deu um soco em uma daquelas discussões?Não vale nem a pena denunciar.”.Não preciso nem mais explicar o que vem depois.
Por mais que haja denúncias, apesar de serem ínfimas em relação à quantidade de mulheres brutalizadas diariamente no país, ainda existe uma falta de preparação e rapidez no atendimento à vítima. Tanto que ultimamente divulgou-se o caso da cabeleireira Maria Islaine de Morais, assassinada em pleno horário de trabalho pelo ex-marido Fábio Soares, inconformado pela separação. Maria recorreu às autoridades cabíveis mais de oito vezes. Pouco foi feito.
O que aquilo coloco serve de certo modo como um desabafo. “Melhor vivo porque escrevo”. Também serve de alerta, encorajamento e conforto para outras que se vêem na situação ou possivelmente passarão pela mesma. Precisa-se cobrar mais dos dispositivos sociais resguardadores do bem-estar feminino, para que funcionem quando convier aumentar os debates a cerca do assunto, contribuindo, dessa forma, para uma consciência geral mais sadia a respeito dos direitos e deveres do sexo tão frágil nessa terra insana, e funcionando como um possibilitador de abolição de medos e obtenção de esclarecimentos.
Que se faça algo realmente de concreto em relação a essa questão, pois a população brasileira em peso padece e chora, visto que somos constituídos em sua maioria de mulheres. Não sejamos mais Isabellas, Patrícias, Sandras, Eloás, Elizas, Mércias e Marias.

...

Decepção. Quando essa palavra surgiu de sua boca, foi como se uma fera tivesse abocanhado meu estômago. Um frio na barriga, um sentimento de desconforto me arrebatou.
Não posso te decepcionar. Não você. Não posso decepcionar a mim mesma sabendo que cheguei até aqui e nessas coisas mais básicas falharei.
Eu vou tentar, por você.
É um compromisso com tudo aquilo que você se sacrificou para me ver bem. Houve falhas, sim de ambas as partes. Mas existiram muitos acertos.
Sei que se estou bem você também está.Então, assim seja.