quinta-feira, 22 de julho de 2010

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Decepção. Quando essa palavra surgiu de sua boca, foi como se uma fera tivesse abocanhado meu estômago. Um frio na barriga, um sentimento de desconforto me arrebatou.
Não posso te decepcionar. Não você. Não posso decepcionar a mim mesma sabendo que cheguei até aqui e nessas coisas mais básicas falharei.
Eu vou tentar, por você.
É um compromisso com tudo aquilo que você se sacrificou para me ver bem. Houve falhas, sim de ambas as partes. Mas existiram muitos acertos.
Sei que se estou bem você também está.Então, assim seja.

sábado, 26 de junho de 2010

Uma imagem vale mais que mil palavras...

http://animadiseno.blogspot.com/2010/06/imagenes-de-buscando-nemo-2.html

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Agonia

Hoje eu me afogo. Melhorando: todo dia me afogo. Afogo-me em leituras incompletas (visto que atualmente você tem que ter leitura dinâmica e enfiar tudo que você vê pela frente goela abaixo), culpa de falta de exercícios físicos e três dias seguidos comendo macarrão, filmes que poderiam ser assistidos por mim, pessoas a quem eu poderia dar mais atenção,cursos de espanhol e inglês, pré-vestibular e concursos de faculdade(novamente),exames de rotina que já nem me lembro a última vez que os realizei, reflexões que insistem em preencher minha cabecinha e a faxina da casa, item indispensável para a manutenção da dignidade do lar...
E ainda devo melhores textos a esse bendito blog. Na verdade, idéias não me faltam. Tenho uma listinha de coisas sobre as quais gostaria de escrever e não sei por que motivo, não consigo transcrevê-las. Acho que falta de tempo aliado a enésimas atividades cotidianas e uma pitada de preguiça constituem a resposta.
Enquanto essas linhas se definem por arte das minhas mãos, sinto-me sufocada pela exigência de uma sociedade absurda, exigente do máximo( você tem de ser a Barbie ou o Giannechinni, dominar magistralmente o mandarim, russo, aramaico, posar com um carrão zero na garagem da sua casa ), ceifadora  dos meus olhos em função dos impostos e que me dá em troca uma educação medíocre, uma saúde pública na UTI, coitada, em vias das últimas.Ah, e de quebra, um bando de políticos tãããããão idôneos...Mostram-se extremamente corretos e preocupados com a população, visto que ao término de um “espetáculo” daqueles, fazem a gentileza de oferecer-nos uma bela “ pizza”.
A imagem que eu pus no topo do post serve bem para ilustrar a vontade corrente em mim quando me ponho a pensar sobre as exigências atuais, sobre o país que está longe de ser uma maravilha, mesmo com a retomada da atividade industrial após a crise mundial, o crescimento da importação e o aumento do poder aquisitivo dos habitantes.Sobre os contorcionismos executados para que a vida tão parca de tudo seja levada adiante.Que vontade de pular desse barco!Pular desse mar!Desse aquário?!

De um peixe fora d’água.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Desculpas e agradecimentos


Essas desculpas vão para aqueles que liam meus posts pelo conteúdo um pouco mais “cerebral” que eu tinha antes. Eu prometo que vou tomar vergonha e postar mais coisas sobre o que está acontecendo aí: sobre a crise na Europa, eleições 2010, meio ambiente...
É que sempre jorra poesia de mim e eu não consigo evitar.

(Daí vem uma voz e diz: que bom que você não consegue evitar).

E também gostaria de agradecer àqueles que ainda persistem em ler o blog da melodramática e pseudo-sabichona (nossa criei um neologismo agora – tá vendo como finjo ser sabichona?) que vos escreve.

Muito obrigada mesmo.
                                              

terça-feira, 18 de maio de 2010

Na tentativa

Eu prometo de hoje em diante não tentar ser mais tão “perfeitinha”, porque no final das contas aqueles com quem me deparo todos os dias estão longe de o ser. Eu também estou. Errei muito, tive meus acertos e errarei mais ainda.
Pra uma aspirante a perfeição como eu, dói quando se sabe que errou, quando se vê o erro, e, dói mais inexoravelmente quando outrem aponta o erro na sua cara.
 Mas é melhor errar mesmo, a gente tá na escola para isso e a vida não deixa de ser uma. Simplesmente eu sentia um grande incômodo quando estava na escola (acadêmica) e alguém falava, predominantemente os professores (predominantemente era uma palavra que não saia da boca da professora de Geografia do ginásio), quando algum aluno ria da suposta pergunta idiota do colega, que não existia pergunta idiota e que estávamos na escola para errar mesmo. O ruim era errar na vida.
Talvez o antigo incômodo surgisse porque, tacitamente, eu sabia que todos tínhamos o direito de errar e não era só na escola formal.
Eu prometo ser mais compreensiva. A gente prontamente se coloca na posição de algoz das pessoas sem nem examinar direito os motivos que levaram o outro a tomar tal atitude ou proferir tal palavra. Se tentas amar mais, fica mais fácil entender, aceitar, perdoar. Decepciona-se menos, já que as expectativas não são tão exacerbadas.
Precisa-se de mais compreensão no mundo e de gota em gota a gente enche a piscina. Tomando isso como verdade, farei a minha parte.
Deixarei de ser mais omissa também. Às vezes somos omissos porque assim é melhor. Melhor ficar a parte do que encarar os fatos como eles são, do que dizer algo a respeito de uma situação, dizer algo que possa tender para um vertente de opinião e isso pode te comprometer; ser omisso no agir.
Também não posso dizer que sou de todo uma megera. Eu melhorei. Faço uma perspectiva mental de tudo o que era e o que sou hoje e sei que melhorei muito. Amém. E quero continuar melhorando.
Quer saber? Não prometo fazer tudo isso. Prometo tentar. Porque o fazer não pode ser medido como leite ou farinha,separados para uma receita de bolo.O fazer é difícil  de se medir – nunca se sabe quando realmente se está melhorando.Mas é tentando que se acerta.Ou melhor , se erra.E errar, minha gente, é humano.